IRLANDA: A ILHA ESMERALDA
Conhecida como a Ilha Esmeralda, em virtude dos vários tons de verde de diferentes paisagens, a República da Irlanda, ocupa a maior parte da ilha e se tornou independente somente desde 1922.
No século VI A.C as tribos celtas chegaram nesta região. Junto com eles chegaram os bretões cuja língua e cultura influenciaram os costumes da região. No império romano Júlio Cesar dominou a área mas logo vieram os saxões e outros povos como os galegos. Nos últimos 100 anos os povos que mais influenciaram foram os vikings.
Em 1801 os reinos da Irlanda e da Grã-Bretanha constituíam o chamado: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Após uma revolta fracassada em 1916 que deixou muitos mortos e, uma guerra de guerrilha, finalmente foi conquistada a independência com o Tratado Anglo-Irlandês de 1922. Em 1845 a 1851 a população foi diminuída drasticamente em quase um quarto em função do triste acontecimento na história desse país conhecido como a "grande fome", quando um fungo contaminou a produção de batatas, até hoje um dos principais produtos da alimentação cotidiana dos irlandeses; consequentemente muitos irlandeses emigraram para os Estados Unidos em busca de melhores condições.
Hoje, a República da Irlanda ou Éire, em irlandês, é um país pacífico com gente muito simpática. Não confundam com a Irlanda do Norte (pertencente a Grã-Bretanha, onde há muitas divergências religiosas entre católicos e protestantes e problemas com atentados terroristas do grupo IRA).
Há duas línguas oficiais, o gaélico (língua de origem celta) e o inglês, tido constitucionalmente como uma língua oficial secundária, mas o inglês prevalece amplamente. As placas de sinalização estão sempre nos dois idiomas.
Nas escolas o gaélico e ensinado ate a quarta série do ensino fundamental, paralelo ao inglês.
Para chegar lá...
Não há voos diretos para a Irlanda do Brasil, o ideal e que você use uma companhia aérea britânica e faça uma conexão em Londres com destino a Dublin, inclusive esta é uma rota muito movimentada. A Irlanda participa do espaço Schengen e brasileiros não necessitam de visto como turistas.
Como trata-se de uma ilha realmente não há outros meios de entrada senão pelo espaço aéreo, a não ser que você esteja em alguma cidade portuária na Inglaterra.
E se você acha que só vai comer batata lá esta enganado.
No café da manha, há bacons, ovos, champignon, tomates, linguiças, black pudding e White pudding (um tipo de chouriço salgado escuro e claro respectivamente), hash browns (bolinho de batata assado no formato de triângulo). Acompanhados de chá –com leite, claro- herança british, ou café com leite naqueles grandes copos.
Caso você prefira optar por algo mais leve no café, experimente um scone. É um tipo de brioche mais rústico, os tradicionais são com uvas passas, mas há várias combinações deliciosas.
Prove com manteiga e levemente aquecido. Outro pão típico é o soda bread, um pão rústico feito com bicabornato de sódio. O pão preto também é muito apreciado.
No almoço o irlandês não tem o hábito de comer um prato substancial de comida, os sanduíches são muito comuns entre estudantes, trabalhadores em geral e, às vezes, até mesmo os jovens executivos compram seus sanduíches em lojas de conveniências .
A carne mais consumida lá é a de porco; a de ovelha e o peru também estão bastante presentes. Os irlandeses não tem o hábito de comer arroz, e o substituem por batatas .
Para jantar como um irlandês, vá a um pub por volta das 18h (principalmente os mais velhos jantam neste horário, o chamado Early Bird), tome uma pint (copo de 500 mls) de Guiness (cerveja escura produzida localmente tipo stout), as mulheres costumam preferir tomar um cider, (bebida fermentada doce, geralmente a base de maçã), um dos mais tradicionais é o Bulmers. Coma um peito de peru ou tender com gravy sauce (é um molho escuro) acompanhado de purê de batatas ou boiled potatoes (batatas bem pequenas aferventadas com sal).
Uma segunda opção é o irish stew, cozido de carne com legumes, que muitas vezes é apresentado numa segunda variação como o guiness stew (neste cozinham com a cerveja escura), e se quiser somente petiscar, prove uma guiness pie (tortinha de carne temperada com cerveja guiness).
Termine com um irish coffee (café, whisky irlandês e açúcar coberto com chantilly) e não se esqueça de provar o baileys (licor derivado da mistura de whisky irlandês e leite). Ah, e lógico, escolha um pub onde esteja tocando a tradicional música irlandesa (com violinos e em ritmo bem alegre).
Os meios de hospedagem são bem democráticos, desde hotéis tradicionais para bolsos robustos como o chiquérrimo The Merrion, o boutique hotel The Clarence (hotel que pertence ao Bono Voz, fica no Temple Bar), muitos Bed & Breakfast onde você terá a oportunidade de conhecer uma típica família irlandesa que geralmente administram esses empreendimentos familiares, e também muitos hostels que são perfeitos para viajantes sozinhos que visam o intercâmbio cultural com diferentes nacionalidades e costumam ser bem seguros.
Passeando por lá:
Há várias opções de turismo, e não basicamente rural como pensa a maioria das pessoas.
Os meios de transporte são eficientes, há ônibus para todos os bairros centrais e nas imediações, a cidade e dividida pelo rio Liffey, que é navegável e onde no verão são realizadas competições de regata.
Uma forma descontraída e muito fácil de conhecer a capital Dublin é fazer os walking tours (tours a pé) temáticos, vários temas são explorados como: tour literário (para os amantes de James Joyce), tour da revolução de 1916, o Ghostbus tour (ônibus fantasma, tour noturno), night life e os famosos tour pelos pubs.
Se você estiver na Irlanda por volta do dia 17 de março, fatalmente não vai deixar de comemorar o dia de St. Patricks (São Patrício, santo patrono da cidade que diz a lenda, expulsou as cobras da Irlanda).
Há uma grande parada onde a maioria dos expectadores entram no clima pintando suas faces, vestidos de verde e laranja, usando chapéus de leprechauns (figura lendária irlandesa, tipo um “gnomo” que esconde moedas de ouro num caldeirão no final do arco-íris e que, se for capturado por um ser humano, poderá conceder-lhe 3 desejos. Qualquer semelhança é mera coincidência!)
Para começar pela parte histórica, vá até a Catedral de Dublin que tem anexo o Dublinia, e veja neste museu a influência do povo Viking na Irlanda. Dentre as várias catedrais medievais, na capital merecem destaque também a Catedral Christ Church e a do patrono Catedral de St. Patricks.
Logicamente todos chegam a Irlanda pensando em castelos – Lembre-se de que os castelos são medievais. Na capital, o Castelo de Dublin possui tour monitorado em inglês e espanhol , o
Castelo de Malahide também não fica longe da capital, num vilarejo de mesmo nome há uns 20 min de trem de Dublin. Mas há vários castelos no país.
Outro ponto de visitação que todos estão sempre ansiosos para visitar é a fábrica da famosa Guiness, cerveja escura tipo stout. E se o tema lhe interessa estique até a Old Jameson
Destilaria. A Guiness está em todos os lugares, dizem até que no antigo Cemitério Glasnevin & Museum , onde estão muitos nomes de personalidades da história, havia uma portinhola que era conectada com o pub ao lado, e que os sepultadores batiam com a pá quando queriam uma pint!
Temple Bar – localizada no centro de Dublin, esta região conhecida oficialmente como o polo cultural, abriga os principais pubs, exposições, artesanatos, clubes de cinema etc. É por essas ruas que obrigatoriamente perambulam todos os turistas e se entretem com os músicos e artesãos que expõem sua arte por estas ruas. Mas se você quiser sair onde os dublinenses vão e se sentir como Oscar Wilde, vá a Candem Street – Dublin 8, onde há vários pubs, daqueles onde há vários senhores e jovens tocando boa música ao vivo com seus tradicionais violinos e se eles não tocarem, o que eu acho muito difícil, peça para ouvir “Molly Malone” – The Dubliners. Molly Mallone, símbolo da luta contra a fome na Irlanda, é homenageada em uma estátua em frente ao Trinity College.
A cultura também é bastante disseminada, há vários Museus – Museu Nacional , Museu de Arte Moderna, Museu dos Escritores, Museu de História Natural, a Prisão de Kilmainham gaol, presídio de 1796 que foi fechado em 1924, É hoje considerado um Monumento nacional e é também um museu. Foi set de várias filmagens de filmes como Em nome do pai, e videoclipes musicais do U2.
Visite o Trinity College (Universidade da Irlanda) e sua famosa biblioteca, que abriga o famoso “Livro de Kells”, dizem que é nesta biblioteca que foram filmadas cenas da famosa biblioteca do filme “Senhor dos Anéis”.
Para compras a O’Connel Street, famosa rua de comércio popular. É lá que está o histórico e funcionando até hoje, prédio do GPO (Prédio Central dos correios que conta a história por meio de suas paredes que conservam as marcas de balas do confronto com os ingleses em 1916). Para compras mais sofisticadas ande pela Grafton Street e imediações.
PELA IRLANDA
Você pode conhecer a Irlanda rural ou a costa de diversas formas, pode alugar um carro ou pode ir de trem ou ônibus até a região e depois explorar os arredores com as day trips (viagens de um dia a preços super acessíveis com um motorista/guia falando inglês).
Regiões que merecem uma visita:
Dalkey-Kiliney: Você pode fazer uma agradável caminhada do Castelo de Dalkey (que fica numa vila medieval) até Kiliney, onde está a casa do Bono Vox, de frente para o mar ao longo da costa.
Drogheda: lá estão as famosas Brúna Bóinne, que são necrópolis do neolítico datadas de 3200 BC.
Wiclow: Famosa rota conhecida como Wiclow Way, passa por Glendalough (na idade média abrigou um monastério cujas ruínas estão lá até hoje numa linda área verde com 2 lagos, algumas cenas do filme “Coração Valente” e “PS eu te amo” foram gravadas por lá). A visita ao Powerscourt Gardens é indispensável (neste jardim onde foram gravadas cenas do filme o Conde de Montecristo,também abriga uma queda d’água).
Kilkeny: O Castelo de Killenny tem uma linda vista com um forte.
Cork: Fácil acesso de trem partindo de Dublin, é uma cidade vívida cheia de jovens devido a Universidade de Cork, é ponto de partido para o Castelo de Blarney, diz a lenda que se você beijar a pedra de Blarney, receberá o dom da ‘tagarelice’. Caso queira ver uma Riviera irlandesa, com um píer simpático e comer bem na considerada capital da gastronomia dê uma esticadinha até Kinsale e prove o delicioso Chowder (sopa de frutos do mar com um tipo de creme bechamel).
Kilarney: lugar extremamente turístico pelas belezas naturais, sem dúvida o Anel de Kerry merece a maior atenção com seus penhascos ao longo da costa.
Galway: é famoso pela vida noturna, é um ponto de partida para os Cliffs of Moher, cadeia de montanhas no ponto mais extremo noroeste do país, para entrar no clima vá ouvindo “Galway Girl”, tema do filme ”PS – I love you!”.
Ficou curioso não é?
Faça as malas, não esqueça o guarda chuva, e venha conhecer um pouco mais sobre esse povo simpático que fala inglês mas de bárbaro não tem nada. Deixe-se levar para alegre música “folk celtic” e pela magia dos druidas. Afinal, como dizia Oscar Wilde: “A vida é muito importante para ser levada a sério”…



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